• Marcelo Dieguez

Não deixe o EGO te passar para trás!

Atualizado: Fev 5



Você já teve um momento em sua vida que refletiu sobre uma situação, que poderia ter feito diferente e falou: "Putz, então era isso??" Hoje gostaria de falar deste momento, uma lição pessoal!


Eu estava me arrumando para ir à academia e, como de praxe, assisti um vídeo do GaryVee, que sempre me traz uma lição excelente de vida. E dessa vez foi tão excelente que quis transformá-la neste post.


No vídeo, ele falou uma frase que na hora não foi nada de mais:

“Na época da escola, enquanto as pessoas estava zoando, se divertindo e azarando as garotas, eu estava trabalhando na loja do meu pai.”

Até aí tudo bem. Então eu fui pra academia, fiz os exercícios regulares e, quando cheguei em casa, ainda refletindo sobre a frase, veio o gancho bem no queixo: “Cara, como eu fui idiota!”


O meu pai também tinha um negócio e eu, ao contrário do Gary, sucumbi às opiniões externas, aos julgamentos. Ao invés de investir meu tempo em ajudá-lo e melhorar o negócio, o meu orgulho falou mais alto. Eu FUI TENTAR FAZER O MEU PRÓPRIO NEGÓCIO. Pra que? Pra mostrar para as outras pessoas que EU SOU CAPAZ.


"Como eu fui um idiota."


A adolescência é engraçada. É a época que você está mais vulnerável, sofre influência de todos os lados, e é também a época que temos que tomar as decisões mais importantes das nossas vidas.

Naquela época, eu só pensava em: “Eu não quero trabalhar com isso! Vou fazer meu próprio caminho!”


“Como eu fui um idiota.”


Mas uma coisa que ninguém me falou, me aconselhou foi: “Você não precisa trabalhar com isso pro resto da vida.”


Assim como Gary, que começou vendendo vinho e hoje trabalha e constrói o negócio que quiser, eu poderia ter começado trabalhando com aquilo e depois, ter migrado de área, de negócio, e ter conseguido juntar o meu prazer com o trabalho de maneira mais rápida. Mas não havia ninguém para me dizer isso e eu estava muito perdido pra pensar nisso.


Pra você ter uma ideia, Gary começou na loja de vinhos do pai. Depois adaptou o negócio para algo que gostava, E-commerce, passando o faturamento de $3MI para $60MI dólares.

Depois fundou a VaynerMedia, sua agência digital com foco em mídias sociais.

Hoje ele criou uma linha própria de tênis, investe em esportes eletrônicos e criou a linha Emphaty de vinhos.


E como ele começou? Trabalhando com o negócio do pai!


Eu não estou fazendo este post para chorar migalhas. Pra mim "E se" não existe. Minha vida é fruto de escolhas e estou ciente de cada uma. Tem que jogar com o que temos e muitas coisas boas que aconteceram na minha vida poderiam não ter acontecido se eu tomasse uma outra decisão. Mas eu estou escrevendo isso para fazer por você, que tem essa situação na mão, o que ninguém fez por mim na época. Aconselhar e mostrar um outro ângulo de possibilidades.


"Olha, ele trabalha com o pai. Que fracassado!"

Existe em nossa sociedade uma “vergonha" em trabalhar com os pais. Pessoas idiotas disparando: “Também, trabalha com os pais. Não precisou fazer nada!”


E essa frase faz com que você comece um processo de cagar a vida. Se distanciando de um negócio positivo, validado e que já dá lucro que é, em partes, SEU, pra poder “voar com as próprias asas”.

Nada contra quem quer fazer as coisas com as próprias mãos, mas quero que saiba o seguinte:

“Isso é uma PUTA de uma ilusão.”


Porque no processo de você “voar com as próprias asas”, abrindo um negócio, ou algo do tipo, você vai precisar de investimento, ajuda, sócios, ou seja: NUNCA SERÁ SÓ SUAS ASAS.

Só que é muito mais “digno" a gente buscar com nossa própria força essas coisas, do que aceitar o que já temos. Que falácia!


Não deixe que esse pensamento entre na sua cabeça e faça com que você perca uma grande oportunidade que a vida lhe deu. Você tem a oportunidade de começar muito a frente.


"- Ah, Marcelo. Mas eu não gosto daquilo."

Faça como o Gary. Ele levou a loja de vinhos para o e-commerce, que é a área que ele gostava! Transforme ou vá levando para alguma área que você tenha gosto. Se você gosta de Marketing, trabalhe para melhorar a visibilidade da marca.


"Mas é complicado."

Sim, e não espere que na empresa dos outros será mais fácil.


"E o propósito?"

A vida é médio/longo prazo. Não foque seus desejos, vontades e realizações pro ano que vem, pois você irá se frustrar. Tempo ao tempo.



Por que eu resolvi abrir esta reflexão com vocês?

Porque a vida é um jogo de médio e longo prazo. E se você tiver essa oportunidade, poderá ganhar bastante tempo.

Bom, espero, de coração, que esta reflexão atinja você que tem um negócio de família e está prestes a abandonar por ego, ruídos externos e outras idiotices.


E se você que estiver lendo isso for PAI e DONO DE UM NEGÓCIO, NÃO SE APEGUE AO SEU NEGÓCIO! Por favor, não diga frases do tipo: “Você irá dar continuidade em nossa empresa de sapatos.”

Não faça isso.


Mostre pro seu filho que o negócio é apenas uma fonte de renda e que, conforme o mundo gira, o negócio pode se transformar e, inclusive, acabar para que ele construa um novo empreendimento mais lucrativo na realidade do mercado e mais prazeroso pra ele. Por que não? Negócios mudam, se alteram, morrem, nascem.

Você não sabe a diferença que isso vai fazer na sua vida e na vida dele.


É isso!

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