• Marcelo Dieguez

O que eu aprendi (e você também pode aprender) com a Vulnerabilidade



Hoje faz 1 mês que tomei coragem, abracei a vulnerabilidade e comecei um projeto que eu sempre tive vontade de fazer: falar sobre psicologia positiva, otimismo e bem estar.

E queria compartilhar um pouco dos aprendizados que a posição de vulnerabilidade me trouxe.


Pisando na Arena

Muitos não sabem, mas antes de transformar o meu Instagram pessoal na conta principal para o tema, eu fiz um outro, totalmente no anonimato para começar este projeto. Eu fiz isso porque estava com medo, com receio de julgamentos e o que iriam comentar. Venho de cidade de interior, onde se cospe numa esquina e na outra já estão te chamando de porco. Então cresci com este receio de "o que vão dizer".

Mas então, lendo "A Coragem de ser Imperfeito", li uma frase que mudou tudo.

Vulnerabilidade é estar na arena da vida. E é na arena da vida que tudo acontece.

Entendi que a vulnerabilidade faz parte do jogo da vida e eu queria, definitivamente, jogar.


Então abandonei o meu Instagram anônimo e desci pra arena, utilizando o meu próprio Instagram para falar sobre o tema, dando a cara e colocando a minha pele em risco.


Entendendo a Vulnerabilidade

Vulnerabilidade nada mais é do que a coragem de enfrentar riscos e incertezas. É ter ousadia de viver segundo nossas regras e nossas vontades. É sair da nossa zona de conforto e abraçar o nosso desejo de realizar algo novo, diferente e maior do que já realizamos.


Porém, muita gente não consegue dar este passo por achar que a vulnerabilidade é algo negativo. Desde pequeno nos é dito a maior ambiguidade de todas: "Seja corajoso, lute pelos seus sonhos. Mas não se exponha". É a mesma coisa que disser para o seu cachorro "Corra!" segurando sua coleira.


É preciso entender que a vulnerabilidade não é perder ou ganhar, é simplesmente você entender e aceitar que ali tudo pode acontecer. O positivo e o negativo, a felicidade e a tristeza.


Vergonha

Uma das coisas que nos freiam para ter uma vida mais corajosa, é a vergonha. Somo seres humano e temos a necessidade de sermos aceitos e amados. Por isso não nos expomos muito, com vergonha do que vão dizer, da reação das pessoas com a sua decisão, etc.


Errar é ok

Você precisa se desvencilhar do mito de que errar é ruim. Em uma cultura onde errar é ruim você está matando a coragem de ousar e de tentar melhorar, evoluir.

Durante este projeto, eu errei algumas vezes, e ok. Quando erramos, sempre aprendemos. Errar é ok! Você acabou de pisar na arena, não conhece muita coisa, é normal tropeçar. Mas o importante é aprender para não tropeçar no mesmo lugar.

Há também um ponto muito positivo em errar, ele te conecta com outras pessoas. Elas vão se identificar com você e, melhor ainda, vão te ajudar e dar feedbacks para te ajudar a melhorar.


Não dê ouvidos a quem não está na Arena

É muito fácil rir ou falar mal de quem está numa posição de vulnerabilidade, fazendo, aprendendo, com as emoções expostas enquanto se está na poltroninha do conforto. Curto e grosso? Não de ouvidos pra quem não está com a pele em jogo, na arena igual você.


Isso é bastante comum na escola e também no trabalho.

Sabe aquele momento que o professor ou o chefe pede uma resposta ou opinião? Muitos não respondem ou dão opinião por medo de serem ridicularizados pelos colegas. Mas eu te digo o seguinte: se você estendeu o braço e respondeu, fique orgulhoso! Você teve o que uma sala não teve: Coragem!


É claro que tem suas excessões. Venho tendo alguns feedbacks muito bons de pessoas que não estão na arena, mas que valorizam e, quando dão uma puxada de orelha, é sempre para melhorar o conteúdo.


Gary Vaynerchuck fala, em diversos vídeos, uma coisa que eu concordo bastante. Ainda seguimos um padrão que desmotiva e desencoraja as pessoas a serem vulneráveis e ousarem a fazer as coisas que realmente querem e gostam. Isso porque muitas de nossas decisões sofrem interferências externas, de nossos pais, amigos, professores, etc.


Um pianista apontado como excelente pode simplesmente desistir por escutar pessoas que, sequer, uma vez na vida, encostaram em um piano e está sentado em uma cadeira de escritório.


A Importância de se viver Vulnerável

Sim, a vulnerabilidade dá medo, da receio, frio na barriga e muitas outras coisas que podem não ser agradáveis. Mas sem ela não existiria o amor, a amizade verdadeira, o companheirismo, sucesso e a felicidade.

Para termos um parceiro, um amigo e nos tornarmos pessoas felizes, nós temos que estar abertos a Vulnerabilidade. Você nunca terá isso se estiver fechado em sua armadura impenetrável, se protegendo de tudo a sua volta.


Nós fomos criados para nos envolvermos. Não existe envolvimento, comprometimento, sem nos desarmarmos e colocar nossa pele em risco.


Como viver na Arena da Vida

É muito importante entendermos e abraçarmos a vulnerabilidade e a coragem. Mas este processo pode ser trabalhoso para alguns e mais simples pra outros.


O principal pilar para abraçar a vulnerabilidade é compreender que você é o bastante e não ligar para o que os outros, que só estão na arquibancada, pensam.

Ser o bastante é assumir que você, naquele momento está preparado para assumir riscos. Você não precisa de mais nada e nem ninguém.

Isso vai se fortalecendo conforme você vai tendo mais e mais coragem para fazer o que você tem vontade. Cada vez mais você ganha mais confiança para tomar as suas decisões com coragem, livrando-se dos julgamentos e conseguindo diminuir os ruídos externos, as vozes que lhe tiram a coragem de fazer o que acha que é certo em sua vida.


Eu recebi críticas, feedbacks positivos e muitos comentários motivadores. Acho que o ponto chave para descer para a Arena da Vida é ser apaixonado pelo que está fazendo ou irá fazer. Quando deixa de ser uma escolha e passa a ser uma urgência. E isso você sente.

Não sei vocês, mas nas duas vezes que eu tomei coragem e me tornei mais vulnerável do que nunca, a sensação era de "é o certo a se fazer".


Confie em você mesmo e, principalmente, em uma coisa que, infelizmente, está em desuso e desacreditado nesta era de dados: no instinto.

Escute aquela voz dentro de você, ela está falando o certo a se fazer para você ter uma vida mais feliz e muitas vezes nós a ignoramos ou não conseguimos escutá-la pelos barulhos externos. Ninguém nunca saberá mais do que você o que deve-se fazer agora.


Antes Vulnerável do que Arrependido

Vi certa vez em um vídeo que quando conversamos com pessoas mais velhas, nossos avós por exemplo, a maioria deles não contam muito como foi a vida, mas como ela poderia ter sido. "Uma vez eu poderia ter feito tal"; "Eu tive uma chance boa para fazer tal"; "Você sabia que era pra eu ter feito tal?".


Esse é o preço que pagamos quando não vivemos na arena. Diversas oportunidades se passaram, muitas atitudes que poderíamos ter tomado e nunca saberemos o resultado, porque não tivemos a coragem de, naquele instante, ter a coragem de assumir as rédeas de nossa vida.


Viver com um arrependimento, imaginando o que poderia ter dado, é muito pior do que ousar e ter coragem por alguns meses ou anos. É um preço muito alto para se pagar, ao meu ver.


Meu conselho, de coração

Se você tem um projeto ou tem uma vontade de fazer alguma coisa diferente do que está fazendo agora: FAÇA!

Não espere estar pronto, não espere estar perfeito, não espere o tempo passar e essa oportunidade ou motivação sumir. Nunca vai estar perfeito, mas você é bom o suficiente para, durante o caminho, acertar as pontas soltas e corrigir o que não estiver tão bom.

Não deixe o medo ou fatores externos como opinião e risadinhas de quem não tem a coragem de fazer o que você está fazendo acabar com essa sua vontade.


Seja forte e não tenha medo de ser vulnerável. Se você parar e pensar, as maiores pessoas que já pisaram neste mundo foram corajosas e se colocaram em uma posição Vulnerável. Não deixe de viver uma vida extraordinária por medo do que pode acontecer. Se não der certo, ok. Tenha a humildade de retornar sem se culpar ou julgar.

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